Adaptações x Conversões

Acho que já passou da hora de começarmos a ver mais exemplos aqui no blog: exemplos de personagens, de cenas, de ítens, de poderes, e especialmente, de cenários. Agora que sosseguei com uma versão do sistema que tenha me saciado (rsrs), é exatamente o que pretendo fazer. Porém, antes de dar início a estes trabalhos, achei necessário explicar como funcionará esse processo.

Antes de tudo, acredito que muitos rpgistas procuram por conversões e não por adaptações.  No meu entender, uma Conversão funciona como uma tradução direta, na qual busca-se trazer de um sistema todos os seus elementos considerados importantes e traçar sua re-leitura equivalente em um outro sistema. Muitas vezes, é preciso até criar segmentos inteiramente novos, apenas para adequar as características do sistema original, e nestes casos vai valer o que fizer mais sentido.

Já quando se fala em Adaptação, há uma tentativa de aproximar os elementos que ambos os sistemas tenham em comum, ignorando-se os demais aspectos. Obviamente, em muitos casos alguns destes elementos “extras” podem e deverão ser representados de alguma forma. É importante ter sempre em mente que, embora muitos jogadores pensem que “sistema não faz diferença”, eu discordo, mesmo que com ressalvas. Cada sistema é desenvolvido com certos elementos em foco, e muitas vezes este foco não será o mesmo de um sistema para outro. Quando você adapta (ou converte), por exemplo, Vampiro a Máscara para GURPS ou 3D&T, você terá experiências significativamente diferentes, porque cada sistema enfoca aspectos diferentes dos personagens.

O argumento de que “nas mãos de um bom Narrador o sistema não faz diferença” é fraco, porque aposto que o ‘bom Narrador’ vai ter suas próprias regras caseiras para justamente deixar o sistema em segundo plano. Isso sem contar o fator psicológico: a própria empolgação e expectativa dos jogadores pode variar de sistema para sistema, com base em experiências anteriores ou sobre o que se leu sobre o tal sistema. Experimente sugerir para um grupo de viciados em White Wolf que a próxima campanha de Mago vai ser em Daemon ou M&M e espere as reações mais inusitadas…

Enfim, o que todo esse lenga-lenga quer dizer é: estarei investindo em adaptações, e não conversões. Vou buscar trazer personagens e ambientações para usar como exemplo de como as coisas funcionam no HighLights, mas se você espera material “traduzido” de um jogo para o nosso sistema, lamento mas você só terá parte do trabalho adiantado para você!

E para concluir, minhas adaptações de cenários seguirão a mesma lógica: eu aproveito elementos centrais da ambientação, mas não se trata de um “copiar & colar”, ok? Em grande parte tratam-se de releituras (muitas vezes agressivas) daquela ambientação. A idéia é oferecer o clima e abordar certas premissas, sempre sob a lente do HighLights. Não tem paciência nem tempo para digerir os 20 anos de história de Shadowrun? Aguarde uma adaptação “light” por aqui, em que trago as principais características do cenário — mesmo que cheio de liberdades, de modo a funcionar como base e ponto de partida para que você desenvolva e tempere à gosto sua própria campanha.

Como sempre, aceito sugestões!

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