Adaptações Por Vir!

Admito que tenho andado um pouco afastado do blog, mas em parte é porque estou devorando material de pesquisa para trazer algumas adaptações de cenários que curto para as mecânicas de O Lado Sombrio (desisti de batizar o sistema de “Perfil”, visto que O Reino de Bundhamidão já adotou o nome oficialmente!). Ainda há muito chão pela frente, muitas situações para testar a robustez do sistema, mas os resultados até o momento têm sido tão satisfatórios que é irresistível conter a curiosidade sobre como ele se porta em outros gêneros sem grandes deformações.

Tenho visto muitas adaptações excelentes entre sistemas e mídias diferentes (especialmente as adaptações para Dust DevilsAcepção e Este Corpo Mortal), e isto tem me inspirado bastante. Lembro com certo saudosismo da época em que minhas matérias favoritas na Dragão Brasil eram as adaptações de cenários densos e — por vezes — obscuros, como Trinity e Lenda dos 5 Anéis para o famigerado 3D&T: direto ao ponto, trazendo o suficiente para entender a proposta dos cenários e começar a jogar, e acima de tudo, sendo fiéis aos parâmetros do 3D&T sem descaracterizar (muito!) o jogo original.

Minha lista é modesta, mas nem por isso menos trabalhosa, pois tenho cogitado usar quadrinhos, séries, filmes e literatura. Para alguns temas, pretendo trazer apenas fichas de personagens, mas na maior parte do tempo eu vou tentar trazer versões simplificadas (seguindo a ideia do quickstart) para introduzir os principais conceitos e opções dos cenários, mas deixar boa parte em aberto de modo que os que realmente se aventurarem por aquelas ambientações possam buscar mais profundidade recorrendo ao material original, ou dar seu toque particular e criar mitologias próprias a partir dali. Então, não custa nada deixar claro logo: não se tratam de conversões entre sistemas, mas sim releituras de conceitos e premissas sob o filtro das regras de O Lado Sombrio, ok?

E para meu primeiro desafio, vou trazendo aos poucos material para Dresden Files, o que tecnicamente funcionará como uma versão genérica de Mundo das Trevas, ou seja, ambientações com a presença camuflada do sobrenatural no cotidiano, e com diversas possibilidades de mitos e folclores para os jogadores personificarem. Além dos 2 livros oficiais para RPG, neste momento estou começando o 9º livro da saga (já tenho os 12 primeiros, e tenho devorado um por semana), então dá pra entender a avalanche de informações que tenho coletado. Obviamente, não pretendo adaptar TUDO, mas o suficiente para que nossos jogos ganhem vida própria e se sustentem independentemente.

Está previsto para 2014 um novo lançamento da Evil Hat para o RPG Dresden Files, uma versão do jogo mais simplificada (usando o Fate Accelerated Edition), e não tenho palavras para expressar o quão ansioso estou desde já para por minhas mãos neste! De qualquer forma, recomendo sem medo aos que curtem este tipo de fantasia urbana a dar uma chance para a saga criada por Jim Butcher: além de trazerem fôlego novo para quem se cansou da perspectiva da White Wolf, é possível ver diversas entidades interagindo com certo equilíbrio, os personagens recorrentes são muito carismáticos, e o autor nos apresenta a mitologia de forma bem sutil.

Meu primeiro contato com Dresden Files foi há uns 5 anos, com a adaptação para TV (transmitida no Brasil como “Arquivos Sobrenaturais”). Para alguém que tinha dedicado os 15 anos anteriores devorando as mitologias da White Wolf, ter contato com material de fantasia urbana cobrindo magia, vampiros e toda sorte de criaturas sobrenaturais, tão familiar e ao mesmo tempo tão novo, foi uma grande achado.

Show Poster

Não demorou para me pegar pesquisando a respeito, e me deparando na época com uma substancial série de livros (o 1º livro, “Storm Front”, foi lançado em 2000, e o 15º, “Skin game”, está previsto para Dezembro de 2013), um RPG oficial em andamento (que saiu em 2010 pela Evil Hat, usando o sistema FATE), adaptações para quadrinhos, e uma pulsante fanbase debatendo e expandindo a mitologia criada por Jim Butcher em fóruns online. O volume de informação me assustou, e eu deixei meu interesse pela ambientação em banho-maria.

Porém, finalmente tive a oportunidade e apetite para investir nas aventuras de Harry Dresden, um bruxo profissional (conforme seu anúncio nos classificados e páginas amarelas), graças aos audiobooks dos 12 primeiros livros (atualmente, estou no meio do 9º), e amigo, que cachaça isso virou. Há tempos não via meu interesse por material — com potencial de jogo — ser tão intenso. Além de estar devorando um livro da série de romances por semana, tenho relido o jogo oficial em busca de referências para poder usar o cenário com minhas regras para O Lado Sombrio, pois sinto que estes casarão com bastante harmonia.

Esta adaptação, contudo, não usará apenas o jogo oficial como referência, mas principalmente o material-fonte, visando mais o feeling do cenário do que a brilhante tradução rpgística feita pela galera da Evil Hat para termos de jogo (esta servindo mais como um filtro).

Até breve!

 

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